quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ayaan Hirsi Ali

Quem puder pesquisar sobre esta mulher, não perca tempo. Grande influente no mundo. Para adiantar: nasceu na Somália, sofreu clitorectomia, era uma muçulmana que chegou a fazer parte da Fraternidade Mulçulmana, o pai arranjou um casamento com um outro somali que vivia no Canadá e que até então ela nunca conhecera, viajou para a Alemanha para de lá ir para o Canadá, mas ao invés disso resolveu fugir para a Holanda, lá conseguiu asilo e virou cidadã holandesa, combateu o islamismo com unhas e dentes, sendo, evidentemente, ameaçada de tudo o quanto era tipo de maneira, colocou a questão da imigração e da relação da Holanda com o Islamismo em debate, virou parlamentar pelo Partido Liberal, tentaram caçar sua cidadania holandesa, teve que fugir com amparo da Segurança do governo holandês para os Estados Unidos por ameças de morte. Escreveu um livro com sua autobiografia que eu tentei resumir em um parágrafo. O nome é Infiel: a história de uma mulher que desafiou o islã.
Leiam. Nele ela escreve, e como escreve bem, que o grande desafio do século será a relação do Ocidente com o islamismo e, principalmente, a relação do Ocidente e o tratamento do islamismo perante as mulheres. Uma coisa série e que ela é a grande pivô do assunto.
O livro é muito bom para entender um pouco deste tratamento e do cotidiano delas num país muçulmano, bem diferente de como se vive em outros, como a Etiópia, ou a Nigéria.


Cartão Corporativo: o problema são as pessoas.

Há um certo exagero rolando nas críticas sobre o uso dos cartões corporativos do Governo. Não sou lulista, muito menos petista. Sou otimista.
Assim como aconteceu na época do pronunciamento do ministro José Gomes Temporão, da Saúde, a respeito do falso alarde de febre amarela e como bem escreveu o ex-ministro e ilustre brasileiro Adib Jatene, tentativas de desmoralizar atitudes governamentais não é novidade. A atitude da vez foi a criação destes cartões.
Escrevo isto um pouco com base no que vivenciei numa área de compras de uma autarquia. Gastos com pequenas coisas (e olha que no caso do Brasil, esta conta chegou a uns 177 milhões de reais no ano passado, mas para um país do tamanho do Brasil com tantos órgãos não era para menos) são difíceis de serem trabalhadas no sentido de ampla concorrência de empresas e agilidade em suas aquisições, juntando tanto serviço como materiais.
Antes, estas contas chamadas do tipo B eram feitas em dinheiro vivo, sem qualquer tipo explicito de controle. Com os cartões consegue-se rastrear quem, o que e onde foi gasto o dinheiro. Na entrevista que a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, concedeu nesta quinta, dia 6, ela exemplificou que sem os cartões, caso o presidente fosse viajar e precisasse gastar com alguma coisa ele levava um envelope de dinheiro e com ele fazia seu uso. Isso sim um absurdo.
E tem outra, o governo está levando este caso muito bem. A secretária da anacrônica pasta de direitos raciais ou não sie o quê já foi embora e outros tantos estão sendo investigados. E nesta mesma entrevista que citei, ficou claro a intenção do governo com o uso dos cartões. Inclusive há uma planilha: http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Arquivos/2008/Cartoes_Pagamento.pdf
Os gastos estão diminuindo a cada ano e esta é a tendência, salvo ano passado, pois o PAN, além de todo o prejuízo aos cofres públicos, boa parte da segurança de chefes de estado teve que sair dos cartões corporativos, o que aumentou, e muito, o gasto em 2007.
Por fim, os cartões foram uma boa solução, mas é preciso aprimorá-lo e é isto que o governo está fazendo, como bem colocou o ministro Paulo Bernardo, em 31/01.
http://www.cgu.gov.br/Imprensa/Noticias/2008/noticia01208.asp
O problema é que sempre tem uns picaretas no governo e que se aproveitam para tirar uma lasca do dinheiro público. Ai não há cartão, Dilma, CGU que aguente!
E a Dilma continua em sua toada para 2010. E o Virgilio quer confete!
Boa noite para mim e para que for durmir daqui a pouco.